Publicação 24/01/2025 08:36, Atualização 18/08/2026 15:30
O 39o Salão do Artesanato Paraibano, realizado pelo Governo do Estado e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas na Paraíba (Sebrae-PB), na orla de João Pessoa, segue registrando um alto volume de negócios, entre vendas e encomendas de peças. Até a última terça-feira (21), o evento, inaugurado no dia 10 de janeiro, já havia movimentado mais de R$ 2,2 milhões.
Em visita ao Salão, sediado no estacionamento do Hotel Tambaú, a primeira-dama do Estado e presidente de honra do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Ana Maria Lins, comemorou os números divulgados, incluindo os 4.120 itens de alimentação, doados como entrada pelos visitantes do espaço e destinados a entidades de assistência a pessoas em vulnerabilidade social. “É um Salão que tem superado nossas expectativas”, enfatizou.
Percorrendo o espaço de mais de 6 mil m² do evento, na quarta-feira (22), ela também reforçou o compromisso do Governo do Estado com os artesãos locais, garantindo que o Salão seguirá sendo sediado na orla — uma das razões apontadas pelo segmento para a alta nas vendas.
“O nosso artesanato tem recebido o olhar atento do governador João Azevêdo, como ele mesmo diz. Tudo isso é fruto de um compromisso assumido com o artesão e com a artesã, ainda na primeira gestão, inclusive atendendo a um antigo desejo deles, que queriam que o Salão fosse realizado na praia. Pelos números, eles tinham razão”, destacou.
Acompanhada de integrantes do PAP, Ana Maria também pôde perceber, de perto, que a homenagem prestada pelo evento, neste ano, a sete artesãos especializados em técnicas com papel tem ajudado a atrair mais interesse do público — e até de outros profissionais — por essa tipologia. “Eu percebo que muitos colegas já começam a querer também confeccionar suas peças com o papel. E isso é muito bom, porque fortalece a tipologia e ajuda o meio ambiente”, contou Carlos Apolônio, um dos homenageados do 39o Salão do Artesanato.
“Quando o governador anuncia a tipologia homenageada, ele tem sempre em mente o fortalecimento dela. Por isso, ouvir esses relatos mostra que o maior objetivo com essa homenagem foi atingido”, avaliou a primeira-dama. De fato, o interesse por materiais feitos com base em papietagem e papel machê também foi constatado pela equipe do Laboratório de Inovação e Design para o Artesanato Competitivo (Labin). “Estamos vendo que o papel está gerando interesse e a curiosidade dos demais artesãos. Então vamos conversar com a equipe do PAP para desenvolvermos oficinas e replicar essa técnica, trazendo mais artesãos para essa tipologia”, adiantou Marianne Góes, coordenadora do Labin.
Além de Carlos Apolônio, o Salão do Artesanato Paraibano, cujo tema é “Qual é o seu papel?”, celebra os nomes de Adriano Oliveira, Babá Santana, Dadá Venceslau, Ednaldo Farias, Geo Oliveira e Socorro Souza.
Vitrine lucrativa
Realizado em duas edições — em janeiro, em João Pessoa; e, em junho, em Campina Grande —, o evento é considerado um dos melhores na geração de emprego e de renda para o segmento dos artesãos, principalmente por ocorrer durante a alta temporada, na capital paraibana, e durante O Maior São João do Mundo, na Rainha da Borborema.
Contando com a maior estrutura em toda a sua história, o Salão apresenta e comercializa trabalhos de 549 expositores locais, com uma grande variedade de peças em tipologias diversas, como bordado, macramê, renda renascença, artesanato indígena, brinquedos populares e patchwork.
Prosseguindo até o dia 2 de fevereiro, o evento está aberto para visitas durante todos os dias da semana, das 16h às 22h. Como ingresso, basta ao visitante doar, na entrada do espaço, 1 kg de alimento não perecível.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 24 de janeiro de 2025.